14 maio 2013

Tá ruim, mas e daí?


























Quando Felipão assumiu, frizei aqui que sua volta se deu muito pela necessidade de alguém com personalidade, que faça o que achar melhor por confiar no próprio taco.

Os jogadores? Não gostei.

Luiz Gustavo é bom jogador, Bernard é ótimo e vai ser craque. Mas ainda acho que os dois são para 2018, não pra agora. Também gosto do Jádson, mas vejo melhores opções. Eu levaria Ramires, Kaká e Zé Roberto ao invés dos três. Ainda é hora do Zé!

Damião foi uma promessa de craque que se tornou um jogador comum, Hulk dificilmente me convencerá um dia de que é jogador pra Seleção. Assim, eu levaria Ronaldinho e Pato, que mesmo irregular, ainda me passa mais confiança.

Mesmo que o histórico recente de Ronaldinho seja um motivo pra desconfiança, é um pecado não levá-lo pela bola que está jogando. Com ele, Kaká, Zé Roberto, Oscar e Lucas, teríamos alternativas para cada estilo de jogo: veloz ou com toque de bola, agressivo ou cadenciado. Opções mais cabíveis e mais brasileiras do que a força.

Também não entra na minha cabeça a ideia de improvisar um volante na lateral quando se tem opções, mesmo que poucas. Jean é um ótimo volante e na minha Seleção entraria no lugar do Hernanes, mas nunca na lateral direita, onde eu chamaria o Marcos Rocha.

Na esquerda, acho o Filipe Luís fraco. Prefiro o Adriano do Barça, mesmo não sendo um grande jogador.

Eu levaria Ramires, Kaká, Ronaldinho, Zé Roberto, Marcos Rocha, Adriano e Pato ao invés de Luiz Gustavo, Jádson, Hulk, Hernanes, Filipe Luís, Bernard e Damião.

Achei a convocação ruim. Sua seleção pode ser diferente da minha, mas não creio que seja igual à do Scolari.

O que admirei? A coragem e o peito de Felipão pra bancar suas convicções e não ouvir a imprensa. E é isso que me faz acreditar, pois em 2002 o caminho foi parecido.

Ele deixou claro que a base é essa e os medalhões serão opções de emergência, caso a garotada não dê certo nas Confederações.

Tá ruim? Sim. Mas é o que tem pra hoje.

Já foi pior! Ou vocês preferem Felipe Melo e Michel Bastos?

Peço-lhes por experiência própria: torçam, acreditem!

Falo isso porque torci contra em 2010 e comemorei igual um babaca os gols da Holanda. Hoje, lembro daquilo e vejo o quão imbecil eu fui.

Torci contra a Seleção pelo técnico, por alguns jogadores e pela CBF, sendo que técnico, jogadores e diretoria do meu time eram bem piores e nem por isso deixei de torcer.

Copa das Confederações e Copa do Mundo serão aqui. A Seleção precisa dos brasileiros mais do que nunca.

Largue a hipocrisia, esqueça o orgulho besta. Apoie.

A partir de agora, tô contigo Felipão!

"Nós não somos um estado, nós não somos um time. Nós somos o Brasil."

E você, é o que?

Pra cima deles, Canarinho!

@_LeoLealC

09 maio 2013

Escrevendo uma história

O futebol que vem jogando o Galo não merece ser escrito. Merece ser visto, admirado, exaltado. Se sua obrigação era tirar da cabeça da torcida a dúvida sobre do que seu time é capaz, ele a cumpriu.

Agora ele brinca, se diverte, joga bola. Não liga pra Morumbi lotado, altitude ou catimba de argentino.

Se diverte Ronaldinho, se apresenta Bernard, se firma Jô, se esclarece Cuca. E aqueles milhares de indivíduos de preto e branco, que fazem do Independência fatal, se satisfazem, se orgulham, se sentem aliviados, realizados.

Eles estavam carentes de conquistas, de ídolos.

O ídolo está se criando. Aquele mesmo que tinha "acabado" pro futebol e ia fazer do Atlético um spa.

Talvez nem tudo dê certo e a Libertadores prepare mais uma de suas "obras", mas acima de qualquer coisa, a conquista que o Galo já tem é a pessoal. A volta da auto-confiança, a certeza de que seu voo pode ser mais alto.

E isso não acaba aqui. É levado pra frente e, se algo der errado, é a base para o Galo continuar a crer que pode, sim.

Ainda é cedo pra apontar um favorito?

Não! O favorito é o Atlético Mineiro.

Antes azarão, agora o mais cotado.

Esse time do Galo entra para a história e continua escrevendo-a. Pensando sempre no próximo capítulo, não no final, que não chegará tão cedo.

Mas quando chegar, será feliz.

@_LeoLealC

05 maio 2013

Gol do título. Gol de Rafael Marques

(Foto: Lancenet)
Ele não é o jogador mais importante do time, nem foi o mais importante da conquista. Não é matador, artilheiro nato, mas não é caneludo. É um atacante comum, não um pereba.

Mas ele sofreu. Sofreu porque tinha tudo pra dar certo nesse bom time do Botafogo e não dava. Sofreu porque, com isso, já estava fadado a ser vilão. 

Seus primeiros gols saíram, ele tirou uma parte do peso nas costas e virou xodó. Mas não por ser decisivo e imprescindível, e sim porque a torcida via tudo dando certo pro seu time e não tinha do que reclamar.

Portanto, era algo nem tão considerável perto do peso que ainda restava.

Nessa final, que o Alvinegro era favorito, se imaginavam os heróis.

O Botafogo de Seedorf, Jéfferson e Lodeiro não tinha Rafael Marques nessa lista.

Hoje tem, por uma esperada surpresa do futebol.

E o xodó por um gol contra o Quissamã vira o homem da capa do jornal que trará na manchete o merecido título do Bota.

O título pra marcar o início de uma era ao Fogão e o fim de um tormento ao rapaz.

Merecido pro Botafogo, merecido pra Oswaldo, que foi homem de personalidade ao mantê-lo.

Eterno pra Rafael.

E agora ninguém vai lembrar do atacante que nunca tinham ouvido falar, que Oswaldo trouxe lá do outro lado do mundo pra ficar parado igual um cone na área.

Vão lembrar de Rafael Marques, autor do gol do título do Carioca.

@_LeoLealC

03 maio 2013

É a vez do Galo!

Esqueça o poder e a mística da camisa do São Paulo e do Morumbi, pelo menos por hoje.

Esqueça o "azar" de Cuca.

Esqueça que mata-mata de Libertadores é guerra e que o bom futebol nem sempre se dá bem.

Esqueça a perda de favoritismo do Atlético por se tratar de uma igualdade em condições com o tradicional copeiro Tricolor.

Esqueça que ele possa ter cavado sua própria cova ao não eliminar o Tricolor há duas semanas.

Massacre o Lúcio, são-paulino. E esqueça essa necessidade de um jogador "mais experiente" no elenco. Prefira um Ganso aos 23 do que um Lúcio com 34.

Não esqueça que o Galo é melhor e por isso canta mais alto. Exalte-o.

Não só por vencer, mas por se impor e saber controlar com tanta frieza a posse de bola na casa do adversário em uma decisão.

Exalte-o por ser melhor e fazer a bola vencer a tradição da camisa, tão decisiva em mata-matas.

Exalte-o por se divertir em campo, né Ronaldinho? Hoje você tinha razão!

Exalte-o por ser favorito, coisa que antes não lhe era cabível.

Exalte-o por jogar futebol, mesmo quando a ocasião lhe sugere o contrário.

Nada está garantido, afinal do outro lado está o São Paulo Futebol Clube, que tem camisa e time o suficiente pra reverter a situação e fazer com que este texto perca o sentido, assim como esse

Mas hoje é dia de cantar de Galo. É dia de futebol. É dia de Atlético Mineiro!

Cante, Galo! É a sua vez...

@_LeoLealC

02 maio 2013

Com problemas, sem pânico

(Foto: Lancenet)
Não há como ir a Buenos Aires e enfrentar o Boca sem ser perturbado com a balela de que "é o Boca na Bombonera, tremam, chorem, blablablá".

O Corinthians é muito mais time. O Boca Juniors é uma equipe fraca, que não ficaria entre os 10 no Brasileirão. Sem Riquelme, brigaria pra não cair.

Hoje não tinha Riquelme, então a balela foi menor.

Ano passado, numa final, tendo o craque, talvez ela fizesse algum sentido. E foi ali que o Timão se fez, pois é um time pra jogar sob adversidades, contra perspectivas. Foi assim também no mundial.

Para hoje, sem Riquelme, se falou mais da superioridade do Coringão. É fato, mas criou um pensamento de "não é tão difícil assim". Na Libertadores, isso é um crime.

E foi aí que o Timão implorou pro Boca mostrar por que é temido na sua casa.

Conseguiu. E o Boca mostrou.

Não porque é melhor, nem porque causou medo. Mas porque foi menosprezado.

O Corinthians não tremeu, mas relaxou. Displicente, deu chance pro azar, a chance que os argentinos precisavam.

A desvantagem é tranquilamente reversível, mas poderia ser evitada.

Tudo estava a favor do Timão, e isso não dá muito certo pra essa equipe.

Assim, é bom que se tenha algo contra. Agora tem.

O Timão já sabe o que é a Libertadores. Hoje apenas esqueceu.

Mas tudo bem, sem desespero. O Corinthians, que tem um time muito melhor, vem decidir em casa, tendo agora o problema que precisa.

Portanto, tem tudo pra passar por cima.

@_LeoLealC