09 setembro 2012

Esperança

Virou rotina. Para o Flamengo, vexame se tornou algo normal. Desde a fraca equipe do Coritiba a gigantes, mas com futebol tão sem graça como Corinthians, São Paulo e Inter, qualquer uma é favorita ao enfrentar o Fla.

É impressionante. O Rubro-Negro parece ser pós-graduado em tirar adversários da crise. Sem dúvida, o pior Flamengo do século XXI. 

A falta de técnica, antes compensada pelo excesso de vontade, soma-se agora com a também falta da mesma. Uma apatia estranha, um time estranho.

Porém, diante de todos os problemas, existe uma série de fatores que possam fazer o Flamenguista sonhar com algo maior no Brasileirão.

Desde a diretoria, passando pelo comando futebolístico, até os onze em campo, há uma lista com tudo que possa fazer o torcedor Rubro-Negro ainda acreditar numa volta por cima.

Segue abaixo tal lista:

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Boa noite a você Rubro-Negro, hoje, totalmente desanimado e desiludido com seu time.

@_LeoLealC

06 setembro 2012

Botafogo de Seedorf. Seedorf do Botafogo

Faz tempo que desisti de me pronunciar sobre o Botafogo. Mostrando uma cara diferente em cada jogo, sendo a equipe mais imprevisível do campeonato, o Glorioso já enganou a todos na competição, fazendo com que em cada hora se pensasse numa perspectiva diferente.

A equipe nunca chegou a encantar no Brasileirão. Não como um todo.

Antes guardados e escondidos, o encanto e a magia encontraram, enfim, um refúgio para se manisfestarem. É nas pernas de Seedorf que o jogo Alvinegro se torna bonito, admirável. Um jogador que, com o passar dos anos, criou seu próprio estereótipo, que faz uma equipe ser sua.

Se sozinho, era o "Real de Seedorf". Se com uma estrela em melhor momento, era o Milan de "Kaká e Seedorf". É um craque que joga pro time, fazendo seu nome se ligar automaticamente ao clube, e vice-versa.

Clarence é a soma perfeita do jogador brasileiro com o jogador europeu, misturados cada qual em sua dose. Sempre foi profissional, levando o futebol a sério, com obediência tática e preparo físico de causar inveja em qualquer "estrelinha" de 20 anos por aí. Mas também com a malandragem, com o jeito moleque de se jogar.

Joga da forma mais simples um futebol complexo. É, acima de tudo, um jogador diferente.

Se leva e deixar levar ao Alvinegro. Assim, também traz o Fogão para si.

O time que, antes, dependia de Loco Abreu para pôr medo, tem agora um ser para trazer medo, respeito e admiração aos adversários.

Os dois, juntos, dariam um ótimo caldo. Mas aí já é uma questão para ser colocada em mais um "e se?" do futebol.

O torcedor alvinegro não esperava nada grandioso ao enfrentar o Cruzeiro, em Minas. Mas lá aparece Seedorf, decidindo, sendo o Botafogo em sua perna direita. Um dos poucos casos onde a dependência de um jogador faz bem ao time.

Até porque, não é dependência ao pé da letra. A questão é que a cara do Glorioso se encontra em Seedorf.  Pois em dia de craque, em dia de Clarence Seedorf, o Bota tem a certeza de que sairá algo bom em campo.

O Botafogo é imprevisível. O Botafogo de Seedorf, não.

Assim, o Seedorf do Botafogo faz bem ao Glorioso e ao Brasil.

Hoje, fez bem a todos.

Menos à Raposa, é claro!

@_LeoLealC

27 agosto 2012

Até quando?

Eu poderia fazer o balanço do primeiro turno, escrever sobre como a rodada foi boa para os tricolores, falar sobre o clássico de Minas, um dos jogos mais emocionantes do ano, ou qualquer outra coisa que devia, de fato, interessar.
(Foto: Washington Alves/VIPCOMM)

Não. Hoje, ao invés de comemorar a vitória de seu time ou culpar o técnico ou algum jogador pela derrota, o torcedor está dando mais atenção à arbitragem e aos vândalos que infernizam e amedrontam os arredores do estádio.

Infelizmente, preferem frizar o que há de ruim, sem dar os devidos méritos ao que há de bom, numa tentativa inacabável de desvalorizar nosso futebol.

Sábado, clássico e grande vitória do Fluminense, que avançou à vice-liderança. O que mais chamou atenção? A grande atuação de Thiago Neves? A segunda derrota consecutiva do Vasco em clássicos?

Não. É lógico que os torcedores dos dois times preferiram encher o saco com relação à arbitragem, por lances que não fariam a diferença no resultado, pois quem tinha que fazer, fez.

Longe de mim achar que os bandidos ditos torcedores mereçam a impunidade. Mas nunca, NUNCA meia-dúzia de indigentes serão mais relevantes que qualquer clássico carioca. Não foi nada feito pela torcida do Flu, assim como domingo passado não foi a torcida do Flamengo. Isso é obra de uma minoria que mal se podem chamar de seres-humanos. Minoria que pareceu ser mais importante que a partida em si.

Domingo, melhor Cruzeiro x Galo dos últimos anos. Mas quem vai ligar para o gol de placa de R49 e o empate cruzeirense no último minuto, se houveram motivos para as duas equipes protestarem contra o árbitro e mais uma obra dos indigentes?

Assim, pouco foram lembrados o bom jogo que foi Corinthians x SP e o fraco, mas de ampla importância Bota x Fla, no qual ainda consegui encontrar flamenguistas descontentes com o árbitro.

Ontem, às 16h, enquanto rolava clássicos no Pacaembu, no Engenhão e no Beira-Rio, entro no twitter e me deparo com um jornalista brasileiro na cruel dúvida entre assitir o jogo do Real Madrid ou o do PSG.

Até quando vamos desvalorizar o futebol brasileiro?

Até quando vamos deixá-lo esquecido, dando lugar a elementos fúteis e inúteis?

Que tal profissionalizar a arbitragem, tomar as devidas atitudes com os vândalos e pensar somente no que acontece com a bola, dentro das quatro linhas?

Bom dia para você, que ainda valoriza e acredita em nosso futebol.

@_LeoLealC

19 agosto 2012

Méritos pelo simples

Um buscando afirmação, outro buscando redenção. Assim, as chances de que alguém arriscasse eram mínimas. Portanto, não havia como esperar um grande jogo.

Como esperado, foi um jogo horrendo. O Vasco não sabia o que fazia. O Flamengo sabia, mas não fazia. Com isso, se viu um domínio territorial do Cruzmaltino, sem objetividade, numa série de falhas tentativas de acoar o Rubro-Negro.

O Vasco enganou, fantasiou ser o melhor em campo, sendo que o maior enganado era o próprio. Sem nenhuma chance criada pelo chão, restou exagerar nas bolas aéreas.

No entanto, já que essa era a única forma, deveria também tentar com a bola rolando. Não conseguiu. Por quê?

Porque Fágner representava 50% das jogadas ofensivas vascaínas. Sem o lateral, que era o melhor em atividade no país, Éder Luís tem agora toda a atenção da defesa adversária, o que impede suas arrancadas. Assim, resta tocar a bola de um lado para outro, na tentativa de arrumar uma falta.

Para o Fla, a postura feia e covarde deu certo. Pouco tinha a bola, mas quando tinha, era mais perigoso. Nesse caso, Dorival conseguiu disfarçar a covardia com objetividade. A formação prioriza os contra-ataques. E hoje, mais uma vez, funcionou.

Sem medo de se apequenar, assumindo o recuo, o Rubro-Negro saiu amplamente no lucro. No melhor momento do rival, aproveitou uma chance e matou o jogo.

Para o Gigante da Colina, faltou o simples, o que daria confiança para tentar fazer a diferença, pois com as peças que ainda tem, consegue . Mas, para isso, é necessário organização. E quando é Juninho que está marcando na área de defesa e Dedé que está na intermediária chutando em gol, algo está errado.

Um Flamengo jogando para não perder. Um Vasco com medo de atacar pelo chão. Assim, quem "achasse" um gol, liquidaria a fatura.

O Fla "achou".

Jogo "feio". Duas equipes, hoje, "feias".

Vitória do Fla, um "feio" organizado.

@_LeoLealC

09 agosto 2012

A diferença em um comando

Foi contra uma fraca equipe, a lanterna da competição. Não foi uma atuação de gala, de encher os olhos. Mas os olhos do torcedor rubro-negro, no momento, brilham, se enchem de esperança.

Brilham porque voltaram a enxergar que o futebol bem jogado ainda existe. O pavor da bola sumiu. Para quê bicos para o alto se há a opção da inversão de jogo e da manutenção da posse de bola?

Simples. Com a bola no pé, gol você não sofre. Não sendo ameaçado, sobra tempo para trabalhar a bola com paciência, esperando a hora certa. E assim, o Flamengo chegou a 63% de posse de bola na primeira etapa. Mesmo com ela teimando em não entrar, era uma equipe paciente em campo, que sabia distribuir a bola e variar as jogadas.

Mas por que? Aprenderam a jogar bola de um dia para outro? São fanfarrões e jogam quando querem?

Não. O que acontece é que existe uma grande diferença entre 11 jogadores e um time. Com Joel, era um amontoado de atletas sem saber o que fazer, com medo da bola. Com Dorival, por mais que ainda longe de brilhante, o Fla tem organização, um quesito primário do futebol que a equipe havia perdido.

Uma mudança que já é vista desde Felipe até Love. Os setores mais agrupados, compactos. Negueba sendo aproveitado da melhor forma, os garotos tendo suas chances na hora certa, uma zaga melhor postada. Sem contar a diferença monstruosa de Cáceres para Airton, tanto na saída de bola, quanto na marcação.

Ontem, o que era uma certeza de vexame em 2012 virou uma incógnita. Não há como estipular o rumo da equipe na temporada. Pode ser que a irregularidade se mantenha ou que o time possa brigar pelas primeiras posições.

O que deixa o Rubro-Negro feliz é que agora, ao menos, há esperanças.

É Flamengo, além de tudo, diferente.

Mudou a cara, mudou o time e o mais importante: aumentou a auto-estima e a confiança.

Méritos não apenas de quem está em campo. Fora das 4 linhas, existe um grande responsável pela melhora.

Agora, o Fla tem um time. Agora, o Fla tem comando.

@_LeoLealC