12 novembro 2014

Pra sempre


É difícil, no futebol, garantir que algo será memorável antes mesmo que aconteça. Às vezes, uma final muito esperada é decidida com um 2x0 no primeiro tempo e enfraquece as lembranças, que seriam fortalecidas com um gol no fim ou uma disputa de pênaltis.

Mas o que veremos hoje e dia 26 já nos dá a certeza:

Será o maior Cruzeiro x Atlético da história.

Este poderia ter um concorrente. BH pulsava por essa final em 87, mas dois gaúchos deceparam o sonho dentro do Mineirão.

Fez-se a justiça, pois um confronto como este não merecia que seu vencedor tivesse sua taça furtada pelo campeão da Segunda Divisão da época.

Temos dois times que não chegaram até aqui por acaso. Um lembrou que também pode levar a Copa do Brasil e, com isso, nos lembrou que ele estava nela. O outro criou um vício em jogos históricos e, mesmo depois da perda de seu craque, quando já não esperávamos tanto da equipe, trouxe de volta o espírito do ano passado.

Juntos, os dois mandam no nosso futebol desde 2013.

Moro no RJ, mas se pudesse estar em Belo Horizonte nessas duas semanas pra sentir esse clima de expectativa, pegaria o avião agora mesmo.

Que a pobre vitória dos marginais, que deixou uma das maiores decisões da história do nosso futebol em jogos de torcida única, não enfraqueça nem atrapalhe essa festa disfarçada de uma guerra de 180 minutos.

Que tenhamos o futebol como o grande vencedor nessas duas noites épicas.

O Cruzeiro é o time do ano. O Galo é o time do momento.

No atual corpo do futebol brasileiro, Atlético e Cruzeiro são os dois pulmões.

Mas chegou a hora em que eles não poderão mais trabalhar juntos. Um vai perder o ar, enquanto outro irá tirar o fôlego da metade dos mineiros.

Bom dia pra você, que está respirando Cruzeiro x Galo.

Uma boa final e um feliz maior Cruzeiro x Atlético da história.

Este já é inesquecível.

Mesmo que a bola ainda não esteja rolando.

@_LeoLealC

8 comentários:

  1. cruzeiro vai pagar um boquete hoje pro galão

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  2. 6x1 eterno, caio morais

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  3. Venha mesmo em BH, Leo. Já que não pode ser agora, na final da Copa do Brasil, venha em um outro dia de jogo importante. Nas ruas, nas botecos, nas casas. Por onde a gente passa ouve um grito de torcedor - se for um copo que cair no chão, o grito é de Galo! - ouve um hino, ouve o rádio dando as últimas notícias, vê camisas e bandeiras. A cidade respira futebol.

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